Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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Atuais e ex-trabalhadores da Canguru são convocados para assembleia

27 Novembro, 2014

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Atuais e ex-trabalhadores com contratos até setembro de 2001 da indústria Canguru Embalagens estão sendo convocados para assembleias no próximo dia 1º, para discutir e deliberar sobre a implantação e cobrança de adicional de periculosidade. “Estamos avançando mais uma etapa a partir da ação judicial que iniciamos em 2003, em defesa do direito destes trabalhadores”, explica Carlos de Cordes, o Dé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, reconhecendo que esta pode ser uma das maiores ações trabalhistas da história de Criciúma.

“Em 2003 tentamos negociar com a empresa uma forma de pagamento do adicional de periculosidade para o pessoal da produção, mas a direção da empresa não aceitou”, ilustra Dé. Com o ingresso de uma ação coletiva, quando o sindicato representa todos os trabalhadores, a justiça reconheceu o direito e a empresa passou a utilizar todos os recursos possíveis para adiar a implementação do direito e, sobretudo, o pagamento de atrasados.

“No mês passado se esgotaram todos os recursos e instâncias possíveis na justiça do trabalho, com decisão unânime do pleno do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília e agora passamos a negociar a implantação do direito de adicional de periculosidade nas folhas de pagamentos dos trabalhadores e a discutir como a empresa vai pagar os atrasados”, enfatiza o presidente do sindicato profissional. No início a ação coletiva, em 2003, tinha mais de 700 trabalhadores inscritos, mas este número deve crescer, pois desde então, 11 anos depois, centenas passaram pela empresa e adquiriram o direito, comenta Dé.

Nas assembleias do dia 1º, às 9h30 e 17h30, no salão paroquial da Igreja Nossa Senhora da Salete, no bairro Próspera, no primeiro momento os trabalhadores vão discutir e deliberar sobre proposta que a empresa tem para começar a pagar o adicional de periculosidade, que representa um aumento de 30% sobre o salário. Em seguida os participantes da assembleia serão informados sobre o desfecho da ação trabalhista, prazos, encaminhamentos necessários e esclarecidas possíveis dúvidas.

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