Sindicato dos Trabalhaores nas Indústrias Plásticas Descartáveis e Flexíveis, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região

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Trabalhadores rejeitam troca de representação sindical feita por empresa

01 Agosto, 2017

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Mesmo sob intensa pressão e flagrante assédio moral, trabalhadores das três unidades e de todos os turnos da empresa Teixeira Sacarias, de Forquilhinha e Cocal do Sul, por unanimidade rejeitaram em assembleias realizadas nesta segunda-feira (31), em frente as unidades industriais, a mudança de representação sindical promovida pela nova gestora da empresa.
A nova direção patronal decidiu que os seus empregados não são mais representados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, como ocorria desde 2001, mas pelo Sindicato do Vestuário.
O motivo alegado pela empresa é que parte de seus empregados utilizam máquinas de costura para fechar “big bags”, apesar de produzidos totalmente em plástico em todo o processo industrial.
“Visitamos as três unidades da empresa, sendo duas em Forquilhinha e uma em Cocal do Sul e não temos a menor dúvida, a atividade desenvolvida tem total vínculo com a categoria que representamos, inclusive é de plástico o fio utilizado para fechar os big bags”, explica o presidente do Sindicato, Carlos de Cordes, o Dé.
O mais importante, acrescenta, é a vontade dos trabalhadores. “Todos os que compareceram às assembleias que convocamos, sem exceção, se negam a ser representados por outro sindicato que não seja o nosso e até abaixo-assinado fizeram, apesar de toda a pressão da diretoria da empresa”.
O assédio moral aos trabalhadores, informa de Cordes, será denunciado ao Ministério Público do Trabalho. “Temos depoimentos de trabalhadores que foram advertidos por terem participado de assembleia; chefes e supervisores fizeram ameaçadas veladas ao pessoal antes das assembleias e já se fala em demissões em represálias a trabalhadores que externaram suas insatisfações”, relata Dé.
Além disso, completa o dirigente “nossas assembleias foram filmadas e fotografadas flagrantemente a mando da empresa, com a nítida intenção de constranger os trabalhadores”, denuncia. Conforme ele, não há outra alternativa. “A empresa tem que rever sua posição, retornar a realidade anterior ou enfrentar as consequências de uma decisão equivocada, afinal big bag é algum tipo de roupa que as pessoas usam?”, questiona o presidente.
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